Por Claudino de Jesus – presidente do Conselho Nacional de Cineclubes e vice-presidente da Federação Internacional de Cineclubes
Na edição de A Gazeta 23/01, fomos surpreendidos com o editorial “A cultura que queremos”, fato digno de elogios e de reconhecimento dado aos avanços da cultura local. Por outro lado, nos surpreendeu o fato de que o referido editorial não mencione os trabalhos desenvolvidos por representações de coletivos culturais, que além de trabalham no sentido de promover a produção, contribuem para a democratização do acesso à cultura por parte do público.
No campo do audiovisual, quero ressaltar o empenho da ABD Capixaba, que completa 10 anos de atuação no Estado. Sua uma trajetória é marcada pelo fomento a produção audiovisual capixaba e seu esforço para levar essa produção até os públicos local e nacional.
A ABD realiza há cinco anos, a Mostra Produção Independente, que é competitiva apenas para as produções capixabas. A cada ano, a mostra traz um tema diferente que norteia a exibição de filmes nacionais, debates, seminários, revista e oficinas. O público responde lotando a sala de cinema e participando ativamente da programação da Mostra.
Além disso, a ABD produz um DVD com os filmes capixabas, que é disponibilizado para toda a rede de cineclubes do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) e da Federação Internacional de Cineclubes (FICC), como também para todas ABDs, que hoje mantém sua própria rede de exibição nos 27 estados. São essas ações que proporcionam levar o nome de nosso estado e a sua produção audiovisual para muito além de nossas fronteiras.
Ressalto também o trabalho desenvolvido pela Associação de Cineclubes de Vila Velha, que atua na consolidação de cineclubes locais, além de projetos de formação cineclubista e audiovisual em escolas da rede municipal, em associações e ONGs favorecendo a formação de um circuito de exibição do produto audiovisual brasileiro, fora dos eixos comerciais de cinemas.
Além disso, o CNC está à frente das discussões e implantação de políticas culturais para o fortalecimento do audiovisual brasileiro junto às instâncias de todo país. O CNC é parceiro conveniado da SAv/Minc na implementação do Programa Cine Mais Cultura, que visa implantar uma rede de mais de 1000 cines em áreas de baixo IDH em todo o território nacional (inclusive no Estado, onde alguns cines já estão em pleno funcionamento) até o final de 2010.
A ABD e o CNC também são parceiros na formulação de políticas culturais locais, junto à Secult e secretarias municipais de cultura, principalmente no que tange a formulação de editais e leis de incentivo que são a porta de entrada e o fomento principal à produção audiovisual no Estado.
Nesse ponto vimos apresentar algumas ações desempenhadas por esses coletivos culturais que estão trabalhando no fortalecimento da cultura e pelos interesses do público, e que merecem ser contemplados nas páginas já escritas da nossa história.
Tags: política cultural
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há muitas questões a se levantar sobre o jornalismo cultural praticado na ilha. A reflexão de Claudino de Jesus levanta uma questão que os artistas deveriam atentar, pelo menos aqueles interessados em dinamizar o setor do qual fazem parte. artista escondido não merece respeito.!!!
Pois é Claudino….bom mesmo seria ter um cineclube em cada esquina da cidade…já que isso é quase impossivel, que tal incrementar mais alguns em lugares estratégicos para o povo ver cinema também.
Ah! Claudino, Você é tudo de bom!
beijim
dalva broedel